Juliette e Duda Beat são acusadas por plagiar Emicida em nova música: 'Indignado'

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Juliette e Duda Beat são acusadas por plagiar Emicida em nova música: 'Indignado'

 

Cantora e ex-BBB afirma que canção faz parte de uma campanha publicitária e que está em contato com os responsáveis para esclarecimentos

As cantoras Juliette e Duda Beat foram acusadas por plagiar o rapper Emicida após lançarem a música "Magia amarela", na noite da última terça-feira (17). O novo trabalho interpretado pelas duas artistas faz parte de uma campanha publicitária de uma marca de alimentos e traz semelhanças com o álbum "AmarElo", do rapper paulista. Nas palavras do empresário, produtor e músico Evandro Fióti, irmão de Emicida, a obra realiza "apropriação e plágio" desse projeto e mostra a "falta de ética nesse mercado (musical)". Fióti afirma que levará o caso para a Justiça.

"Reflitam sobre isso de verdade. Tem banda de artistas brancos, que a gente encontra em todo lugar, que mal lançou um disco e em um ano já ganhou o Grammy. A gente levou 12 anos para ganhar o Grammy. E o trabalho com o qual a gente ganhou o Grammy acabou de ser roubado conceitualmente", afirmou Fióti, por meio de uma transmissão ao vivo realizada no Instagram, na noite da última terça-feira (17). "Tem noção do ódio que isso gera? Tem noção da vontade de botar fogo em tudo? É isso o que eles esperam da gente, mas não vou usar essa arma", acrescentou ele.

Fióti ressalta que buscará meios jurídicos para resolver a situação. "A gente vai usar a diplomacia, como a gente sempre usou. Mas o ódio organizado é um ótimo instrumento de luta. E a gente precisa canalizar o ódio para algo que mude a percepção das pessoas nesse mercado que a gente vive", destacou o músico durante a live realizada no Instagram.

"Não adianta levantar punho cerrado na época do George Floyd ou colocar hashtag no Twitter se você faz uma porr* dessa ou é conivente com isso. Você contribui assim com a mesma estrutura de novo", continuou Fióti. No Twitter, por meio de outro post, Fióti reforçou que está "indignado" com o caso e ponderou que não deseja uma onda de ódio (ou "hate", como se diz no linguajar americanizado das redes sociais) sobre os nomes de Juliette e Duda Beat.

Parte dos seguidores de Fióti vem concordando com as semelhanças apontadas entre "Magia amarela", de Juliette e Duda Beat, e "AmarElo", de Emicida. Além da sugestão entre a relação das palavras "amar" e "elo", algo destacado nas letras das obras, os trabalhos chamam atenção pela identidade visual parecida, com referência a vitrais. Uma fonte similar também é utilizada nos títulos.

Projeto publicitário
"Magia amarela", a rigor, é uma letra encomendada pela marca de alimentos Bauducco. A composição de Daniel Ferrara, Giana Atalhaus e Guga Meyra — prevista como parte da campanha publicitária para a divulgação da nova identidade visual da marca — foi apresentada, pela primeira vez, num evento institucional da empresa, na última semana.

Após a repercussão da polêmica, Juliette se manifestou por meio das redes sociais e frisou que busca esclarecimentos com aqueles que a contrataram. "Informamos que a música 'Magia amarela' faz parte de uma campanha publicitária e que Juliette foi contratada como uma das intérpretes para este trabalho audiovisual", afirmou, por meio de nota, a assessoria de imprensa da cantora e ex-BBB, nesta quarta-feira (18). "A equipe da cantora está em contato com os contratantes responsáveis pela criação e produção da campanha para mais esclarecimentos", acrescentou.

Fióti diz que Emicida foi procurado
O músico e produtor Evandro Fióti conta que a mesma marca tentou negociar uma parceria com Emicida, mas que as reuniões não avançaram, já que não houve um acordo entre ambos os lados. "Essa parte é mais chocante ainda! Essa música faz parte de uma estratégia de marketing de reposicionamento de uma marca", afirmou ele, na tal transmissão ao vivo no Instagram.

"Essa marca negociou com a gente. Só que não chegamos a um acordo, tanto por cronograma e por prazo quanto por questões financeiras, porque a verba que eles tinham não justificava a entrega que tínhamos que fazer", ressaltou Fióti, na mesma ocasião.

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