Dólar recua com exterior favorável, após subir de olho em piora do IBC-BR e fiscal

Dólar recua com exterior favorável, após subir de olho em piora do IBC-BR e fiscal

 


O rendimento dos Treasuries e dólar voltam a cair lá fora, enquanto os futuros de Nova York sobem moderadamente com as expectativas de fim do aperto monetário nos EUA

Odólar volta a operar em baixa na manhã desta sexta-feira, 17, alinhado ao sinal predominante no exterior e à queda dos juros dos Treasuries, após ter um ajuste de alta pontual depois da abertura dos negócios em meio ao resultado pior que o esperado do IBC-Br em setembro ante agosto. O rendimento dos Treasuries e dólar voltam a cair lá fora, enquanto os futuros de Nova York sobem moderadamente com as expectativas de fim do aperto monetário nos EUA.

O IBC-Br caiu 0,06% em setembro ante agosto, com ajuste, e ficou abaixo da mediana das estimativas, de +0,20% (intervalo de -0,20% a +0,60%), apuradas pelo Projeções Broadcast. O IBC-BR subiu 2,77% no ano até setembro, sem ajuste, e avançou 2,50% em 12 meses até setembro, sem ajuste.

Os investidores estão atentos a medidas arrecadatórias do governo no Congresso. Um dos projetos centrais para a estratégia de aumentar as receitas a partir de 2024, a regulamentação das subvenções estaduais na base de cálculo de tributos federais pode ter avanço nos próximos dias, conforme a expectativa de integrantes do Ministério da Fazenda. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a equipe econômica trabalha para fechar um texto ainda nesta semana, com a missão de pactuá-lo com lideranças do Congresso a partir da segunda-feira, 20.

A ideia é apresentar a nova versão a líderes tanto da Câmara quanto do Senado, que apreciará a matéria após votação dos deputados. "Vamos avançar, isso vai ser aprovado este ano", disse uma fonte ouvida pela reportagem. A medida, que pode garantir mais de R$ 35 bilhões no próximo ano, ganhou mais fôlego após o anúncio de que o governo manterá a meta de déficit zero para 2024.

Mais cedo, o diretor de política econômica do Banco Central, Diogo Guillen, fez uma apresentação sobre os impactos dos estímulos fiscais sem precedentes da pandemia sobre a inflação e os mercados globais. Após apontar o afrouxamento tanto monetário quanto fiscal que aconteceu simultaneamente em 77% dos países em 2020, primeiro ano da crise sanitária, Guillen observou que as economias que mantiveram gastos acima do patamar de pré-pandemia também observaram variações mais persistentes dos núcleos de inflação. Segundo o diretor do BC, o impacto dos estímulos sobre a inflação mudou bastante e depende do espaço fiscal: quanto maior a dívida dos países, maior é o impacto sobre os preços.

Estão sendo aguardados ainda comentários do presidente do BC, Roberto Campos Neto (10h30), após o governo decidir manter a meta fiscal de déficit primário zero para 2024, embora uma mudança ainda possa ocorrer no começo do ano que vem. Na quinta, 16, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que trabalha para que o eventual contingenciamento (bloqueio preventivo) de recursos para cumprir a meta de déficit zero no próximo ano seja de apenas R$ 26 bilhões, caso necessário, apurou o Estadão/Broadcast. O número é bem menor que os R$ 53 bilhões que têm sido usados como base para a discussão.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,52% em novembro, após a alta de 0,52% em outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,15% a uma alta de 0,60%, com mediana positiva de 0,52%.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) arrefeceu em cinco das sete capitais pesquisadas na passagem das primeira para a segunda quadrissemana de novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No período, o índice cheio passou de 0,53% para 0,46%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,37% na segunda quadrissemana de novembro, desacelerando em relação ao avanço de 0,39% da primeira quadrissemana do mês, segundo dados publicados na manhã desta sexta pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Às 9h42, o dólar à vista caía 0,24%, a R$ 4,8578. Na máxima, subiu a R$ 4,8773 (+0,15%). A mínima mais cedo ficou em R$ 4,8533 (-0,36%). O dólar futuro para dezembro tinha queda de 0,16%, a R$ 4,8640.

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